11 de abril de 2021

24 de Novembro: Dia do Rio

O QUE SERIA DE NÓS SEM OS RIOS?

24/11/2020 – Por Leandro Sairaiva

Conheça informações e curiosidades que demostram o quanto dependemos deles

Os Rios desempenham um papel de extrema importância em nossas vidas e, sem eles, o mundo não seria da forma como conhecemos. A água é um dos recursos naturais mais importantes para sobrevivência das espécies e a vida do homem gira em torno da água. Dependemos dos Rios muito além do que imaginamos, e por este fato, faz-se necessário a conscientização sobre sua preservação.

As fontes mais acessíveis de água doce no mundo advêm dos Rios pois correm superficialmente, diferente das águas subterrâneas e geleiras cujo acesso é restrito. O Brasil possui a maior reserva hidrológica do mundo, mas porque ainda sofremos com graves problemas hídricos?

Segundo dados da Agência Nacional de Águas – ANA, cerca de 80% das águas dos Rios existente no país encontra-se na Região Hidrográfica Amazônica, que possui pequena densidade demográfica e, consequentemente, baixa demanda por usos da água.

Por outro lado, a região Sudeste do Brasil que possui a maior densidade populacional e as principais regiões metropolitanas, conta com uma menor disponibilidade hídrica, sobretudo, devido a poluição dos Rios e incapacidade de preservação.

Já na Região Nordeste os problemas hídricos são históricos e a indisponibilidade de água também é atrelada às condições naturais, por este fato, um planejamento estratégico para gestão dos recursos hídricos e preservação dos Rios é ainda mais preponderante.

Os Rios são caracterizados como elementos geográficos e podem ser denominados como fluxos de água que correm superficialmente de forma natural dos pontos mais altos (montante) em direção às áreas de topografia mais baixas (jusante), drenando extensos territórios e sendo alimentado por outros fluxos de água chamados de afluentes.

No Brasil, a grande maioria dos rios possuem drenagem chamada exorreica, ou seja, seguem em direção ao Mar. O Rio Tietê, por exemplo, faz o contrário e é caracterizado por drenagem endorreica, fluindo para o interior do continente. Ele nasce no município Salesópolis, a cerca de 30 km de distância do Oceano Atlântico, e flui sentido o interior de São Paulo atravessando todo o Estado.

Adotando como exemplo o citado Rio Tietê, podemos verificar como as ações antrópicas interferem substancialmente em suas características naturais. Por atravessar a maior cidade do País e grande parte de sua região, recebe grandes volumes de poluentes como efluentes domésticos e industriais tornando sua água completamente imprópria nas proximidades da região metropolitana. Muitos outros rios em escalas menores sofrem do mesmo problema que somado às condições naturais com menos chuvas e períodos maiores de estiagem, tornam exponencias os problemas hídricos e consequente desabastecimento em diferentes regiões do País.

Desta forma, precisamos ser conscientes do nosso papel de preservação dos rios não só em quantidade como também em qualidade, desempenhando nossa posição de cidadão para conservação do nosso maior bem comum que são águas disponíveis em nossos rios. É válido lembrar que as águas doces é um bem de todos e de domínio público, além de um recurso natural limitado.

Consoante à importância de nossos rios, citamos a seguir algumas informações e curiosidades que demonstram o quanto dependemos deles para nosso desenvolvimento, respondendo o porquê devemos preservá-los.

1 – Em muitos países, sobretudo no Brasil, os rios formam importantes divisões políticas e administrativas do território;

2 – No Brasil a matriz energética principal são as hidrelétricas, ou seja, os Rios geram a maior parte de nossa energia;
3 – Eles abastecem não só para consumo humano e dessedentação de animais, como propícia a irrigação e produção de nossos alimentos;

4 – Os rios de planície possibilitam a navegação e escoamento de produtos, fomentando a indústria e comércio;

5 – Criam pontos turísticos e paisagens exuberantes para desfrutarmos;

6 – Os rios são um dos principais elementos no ciclo hidrológico da água;

7 – São o habitat de centenas de peixes e espécies de água doce, além de compor o meio ambiente que deve ser sempre ecologicamente equilibrado;

8 – Os rios são fundamentais para as chamadas matas ciliares/áreas de preservação permanente, e vice versa;

9 – Somos tão dependentes dos rios que muitas das nossas principais cidades se desenvolveram em torno destes devido aos recursos disponíveis, logo, problemas como enchentes, poluição, deslizamentos e muitos outros, é estritamente culpa das ações antrópicas e da falta de planejamento em aglomerados urbanos.

10 – Os rios possuem diferentes denominações conforme seu tamanho, volume, extensão e regionalidade, tais como: riacho, ribeirão, córrego, “corgo/corguinho”, arroio e outros, não existindo um consenso literal sobre as exatas características destes;

11 – As curvas dos rios são chamadas de “Meandros”;

12 – A grande maioria dos rios formados por suas nascentes e afluentes percorrem de montante à jusante o caminho para o mar;

13 – O rio mais extenso do mundo é o Rio Nilo, localizado no continente africano, com 6.650 Km de extensão (2º – Rio Amazonas (Brasil): 6.575 Km; 3º – Rio Yangtzé (China): 6.300 Km)

14 – O maior rio em volume e em área drenada é o Rio Amazonas, podendo ser considerado o principal Rio do mundo.

Sabemos que os impactos antrópicos nos Rios sempre existirão, pois estes são indispensáveis em muitos sentidos para a existência humana e manutenção das cidades, e sendo um bem comum e devido a necessidade de mantê-los sustentáveis, qualquer interferência deve ser previamente autorizada pelos órgãos competentes.

E você possui afinidade com algum rio e entende a importância de preservá-lo? Não deixe de estimular e informar as pessoas sobre a importância dos Rios e de sua conservação para que nós e as futuras geração possam ter segurança hídrica e qualidade de vida.

Vamos juntos preservar o Planeta? ❤🌎

Sobre o autor:
Geógrafo formado na PUC Campinas, Pós Graduado em Geoprocessamento pelo Centro Universitário Senac Santo Amaro. Iniciou sua carreira como Bolsista de Iniciação Científica na Embrapa Monitoramento por Satélite no ano 2012, atuando em seguida como Estagiário da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Em 2014 ingressou como Geógrafo Júnior na Geoblue Brasil Soluções Ambientais onde atua até hoje, fazendo parte do corpo técnico como Analista Ambiental Pleno.

Fonte: Geoblue

Água é vida! Preserve esta riqueza.

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