18 de outubro de 2018

Dólar a Galope

A cada dia o dólar vem testando novas altas.
Saímos de 3,40 há 30  dias atrás e chegamos hoje à marca de quase R$ 3,80.
Na manhã dessa sexta feira, próximo as 10h10 a moeda americana cotou máximas de R$ 3,7775.

Há 15 dias atrás, uma comentarista econômica que eu respeito, não pelo fato de ser Mulher, mas pelo fato de ser coerente, deu sua impressão num programa jornalístico matutino de grande audiência. Eu aqui não citarei nomes, mas todos nós sabemos qual o nome da jornalista e da emissora de TV ( canal aberto).

Naquela manhã eu estava sonolenta ainda, mas algo me chamou a atenção na sua fala.
Falou sobre o contexto externo, sobre cobertura de importadores e a demora de exportadores em travar câmbio, falou da cesta de moedas de  países emergentes e também falou  que a moeda em alta estava muito atrelada ao cenário externo.

Esse discurso era pra um perfil de telespectador antenado com o mercado financeiro. Um perfil de Investidor profissional que conta com uma assessoria de consultor, seja banco, seja Agente Autônomo de investimentos, Ok….

Mas na sequência quando até meio que de improviso foi feita uma pergunta mais direcionada a gastos com viagem no exterior, a economista foi direta: Comprar nos recuos para se proteger.

Afinal momentos de VOLATILIDADE com turbulência doméstica, leia-se cenário político, ainda não estavam sendo processados. Seriam processados ao longo do ano…

Esse foi um sinal direto e objetivo não somente aos ouvidos dos telespectadores que estavam pensando na dor de cabeça ao ter adquiro o pacote internacional pra assistir os jogos da COPA do mundo, ou pra quem garantiu o pacote de férias com os filhos em Orlando, NY, México ou Europa. Essa parte da reportagem caiu na veia dos ouvidos de investidores menores. Para eles, soou como uma sinalização de oportunidade de compra. Afinal se uma economista estava falando em volatilidade recomendando não gastar no cartão de crédito e sugerindo comprar papel moeda nos recuos, era sinal que o dólar subiria até o final do ano.

Certamente ela acertou.

Sorte? Não!!!!! Competência. Embora operar moedas seja Risco e Risco é difícil de controlar, ela estava bem informada, antenada e acertou… Daquele dia até hoje ( janela de 15 dias) o dólar saiu de R$ 3,52 para máxima de R$ 3,7775, ou seja, subiu quase 26 centavos.

Bom, mas agora continuando…
Ontem à noite eu estava assistindo um jornal, tarde da noite, também meio sonolenta e escutei um outro economista no mesmo canal de televisão aberto, explicar que a alta da moeda se justificava por questões externa. Fortalecimento do dólar frente a moedas internacionais e a alta do petróleo no mercado interno. Aí nessa análise, o contexto doméstico começa a ser processado. O aumento do petróleo está automaticamente associado à alta da gasolina e diesel e a uma alta geral de preços geral no Brasil e consequentemente a retomada da temida Inflação….

Mas novamente nesse contexto, segundo o jornalista, o cenário político ficou de fora. Daí me pergunto: Se o cenário político ainda não está no contexto e os investidores estão alimentando uma carteira compradora, qual seria então o espaço de alta para o dólar?

Dentro dessa linha, quais os candidatos que são tidos hoje como aceitáveis e seguros para o mercado?

Novas denúncias na Lava Jato mudariam o rumo das candidaturas futuras?

Saída de Ministros influenciariam o mercado cambial?

Como o mercado financeiro faz a leitura de nomes novos e desconhecidos… Ufa, cansei.

Só por ai dá pra ver que o dólar ainda teria espaço para especulações e VOLATILIDADE.

Ainda mais agora que o Banco Central parece ter desistido de arrefecer a alta lançando mãos de leilões de Swap cambial.

Nas próximas semanas teremos uma maior percepção do nosso cenário doméstico e isso se somará aos já conhecidos estresses do mercado mundial. Guerra comercial e debates entre China e Estados Unidos, estresse nuclear entre Estados Unidos e Coréia do Norte, com o recuo da Coréia, estresse entre EUA, Israel e Palestina, trajetória altista de juros em países emergentes como México, Argentina, Brasil, e ajustes de carteiras de investidores mundo afora, enfim…

Vamos torcer que em meio a tudo isso fiquemos bem e que o Brasil consiga buscar espaço para atrair investidores e mostrar solidez no processo democrático e eleitoral !

Desejo um final de semana reparador e tranquilo a todos nós.

Segunda nos falamos novamente, tomara que com uma mercado cambial mais calmo.

 

 


*  Os comentários divulgados nesse Blog em hipótese alguma se enquadram com recomendação ou indicação de negociação em qualquer tipo de Mercado.

*  Atuar com mercados de Futuros envolve Riscos.

* Para negociar em Bolsa procure a orientação de um Consultor Financeiro/Agente Autônomo de Investimentos.

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3° CNMA

Andrea Cordeiro

Andrea Cordeiro

Brasileira, Casada, 2 filhos lindos, uma Mente Fervilhante, Amante do Universo Agro há 21 anos, Idealizadora do Projeto Missão Mulheres do Agro e cidadã engajada na causa da profissionalização da Mulher no Agronegócio!

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