27 de maio de 2019

É tudo sobre a China

Incerteza. Essa é a palavra perfeita para descrever o momento que vivemos. Num piscar de olhos ou na velocidade de um twittter, o humor de domingo pode ser afetado, principalmente quando vem do Sr. Trump.

Parece que a guerra comercial entre a China e os EUA ainda está longe de um final feliz. O fato é que este atrito entre os dois países mudou para sempre o comércio global.

No Brasil, após o boom da soja no ano passado, quando exportamos mais de 83 milhões de toneladas, o cenário é completamente diferente agora. Por quê? É tudo sobre a China!

Em 2018, após a guerra comercial, o Brasil se tornou o maior fornecedor de soja para os chineses. Tivemos preços recordes: superior a  dois dólares ao valor cotado na CBOT.

A China comprou mais grãos do que precisava e fez sua lição de casa. Em 2019, uma surpresa, mas nada boa: a febre suína. No ano passado, o rebanho total foi de 684 milhões. Até agora a doença já matou pelo menos 20% dos porcos e pode chegar até 35%.

Isso fez com que os chineses buscassem por outra “menina dos olhos”. Que desta vez, é a Europa, principal fornecedor de suínos para os chineses até o momento.

Enquanto isso no Brasil…

As exportações de soja deverão diminuir pelo menos 10 milhões de toneladas em 2019, confirmou o Ministério da Agricultura. “É preciso encontrar novos compradores”, afirmou a ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, que vai numa missão à Ásia esta semana. O objetivo da viagem  é de melhorar a credibilidade e tentar abrir discussões comerciais, como a exportação de carnes para o Japão e a China.

Atualmente, apenas 5% da carne brasileira vai para a China e somente 65 plantas são autorizadas para vender para eles.  “Precisamos explorar essa janela de oportunidade”, disse a ministra de Agricultura, Tereza Cristina, no evento na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “O Brasil não é o país do futuro, é o país do presente!”, complementou.

O maior consumidor de grãos do mundo (China) está dominando os mercados internacionais e o Brasil não pode ser um refém. Agregar valor à cadeia do agronegócio é o principal foco para manter o setor em crescimento no país. “Temos que estar unidos”,  reforçou a ministra.

Roberta Paffaro

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(este artigo reflete exclusivamente a opinião da autora)

 

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