26 de setembro de 2020

Em tempos de isolamento, que tal ouvir suas vozes?

Durante essa fase, o tempo de certa forma parou. Foi meu aliado. Não existem mais viagens físicas para reuniões, cursos, palestras, eventos e eu precisei ouvir a minha voz interior. Precisei lidar com as várias Andreas que habitam em mim.

Tempos de pandemia e algo que ineditamente mudou em mim foi minha relação com as dúvidas e incertezas. Certamente que existiram outras mudanças e muitos questionamentos e, nem sempre, de uma maneira clara, afinal estou em exatos cinco meses de isolamento social, fazendo o que preciso, mas também respeitando o momento atual.

Durante essa fase, o tempo de certa forma parou. Foi meu aliado. Não existem mais viagens físicas para reuniões, cursos, palestras, eventos e eu precisei ouvir a minha voz interior. Precisei lidar com as várias Andreas que habitam em mim.

São cinco meses passando por vários ciclos, várias fases. Inegável que houve dias de tristezas, desânimo, dias com vontade de desistir, de me sentir frágil, exposta, posta em provação, esgotada, à beira de um ataque de pânico.

Mas houve dias de risos, sorrisos, preces profundas, mudanças de hábito, de confraternização. Dias de entender que menos é mais e que assim muitas vezes temos mais. Mais afeto, amizades verdadeiras, pensamentos e emoções com intensidade e certezas.

Meu momento tem sido de transformação. Há nove meses decidi mudar minha vida e os últimos cinco meses me fizeram descobrir que eu sou mais forte do que eu mesma me imaginava.

Quem me conhece um pouquinho mais do que mostram as redes sociais, sabe que sou dona de uma mente em estado constante de ebulição. São ideias, projetos, conteúdos e possibilidades habitando em mim de forma harmoniosa comigo mesmo 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para alguns essa inquietude é perturbadora e uma perda de tempo.  Para mim é medicinal. Para alguns, uma alma curiosa e inquieta não tem paz. Aqui eu me obrigo a confessar que já pensei assim. Acreditei em verdades que eram minhas, deixando de honrar minha essência.

Mas, nesses últimos cinco meses, ao analisar o meu “eu”, eu me percebi mais forte, confiante e vitoriosa. Eu tive audácia para provocar, para me cutucar e me reinventar e me reinventei porque me permiti desafiar.

Desafiei o tempo, alguns valores, conceitos, e vários paradigmas. Foi isso que fiz. É isso que venho fazendo dia a dia. Cada dia faço um pouco, mas tento ir além, mas se não consigo também tenho aprendido a ser mais tolerante e bondosa comigo mesma.

Sempre escutei que de momentos difíceis, surgem oportunidades incríveis. Para alguns pode parecer clichê, mas não é não. Nessa pandemia percebi que essa máxima é verdadeira, mas somente para os que se permitem sair da bolha entorpecente do vitimismo para ousar pensar. E é isso que tenho feito, tenho trazido do abstrato para o material. Tenho capitalizado.

Eu estou certa que foram justamente os meus pensamentos aqueles que insistem em não querer calar, que me ajudam a manter a sanidade. Lidar com eles no dia a dia, está sendo a fórmula mais acertada para atravessar esse momento aonde muitas vezes não temos respostas.

Nesse momento, tenho aprendido a pinçar quais pensamentos são minha prioridade e os que podem esperar um pouco mais e entendi com maior naturalidade que alguns inclusive precisavam ser descartados.

Quem me conhece além das fotos também sabe que além de fervilhante, sou uma otimista perseverante. Daquelas que acreditam que tudo tem um porquê e uma solução. Sou daquelas que faze parte do time dos que não se conformam com o “porque não e porque sim” e que buscam respostas para os metafóricos limões da vida. Sou daquelas que acreditam na transformação coletiva e que acreditam que mesmo depois de um dia ruim ou uma semana difícil ou até mesmo um mês duvidoso, eu me depararei com respostas através das muitas vozes que habitam minha alma.

Portanto, tente manter a fé, harmonize-se com sua voz interior. Conecte-se com sua essência, sinta e viva intensamente. Se precisar, recolha-lhe para se manter forte. Podem ser algumas horas, uns dias, ou semanas. Cada qual tem o seu tempo e não existem fórmulas mágicas e respostas instantâneas.

Quem não conhece sua voz, não entende seu chamado não tem consciência da intensidade de seu potencial.

Assim como eu venho fazendo comigo, acredite em você, acredite que tem capacidade de se melhorar. Seja amiga (o) do tempo, o que passou, passou, portanto, aprenda com o passado, faça as pazes com ele para ter o futuro como seu melhor amigo/a.

Lembre-se de algo importante: Você deixará um legado para os que virão depois. Será lembrada /o por sua existência, portanto não desista. O mal tempo vai passar. As dúvidas se anuviarão e as certezas se apresentarão de forma transformadora.

Olhe para dentro de si com amor. Ouça o seu interior, permita-se o exercício da fé e acredite em seu potencial e valores. Você vai ver, vai dar tudo certo.

 

 

 

Fonte: Agroinspiradoras

 

 

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