21 de novembro de 2019

Fundos e Commodities

Começo mais uma semana me perguntando o quanto o tema “Guerra Comercial” renderá. Quanto dinheiro o mercado financeiro movimentará nos próximos 5 pregões e por quanto tempo os fundos apostarão em um final feliz já que faz quase 3 semanas que reverteram suas posições vendidas para compradas.

E é essa a pergunta que vem intrigando a todos os “entendidos” da Soja, afinal os fundos de investimento, vinham há muito tempo “vendidos” e rapidamente sairão dessa posição para comprar. 

Como são os fundos, independente de classificação que conferem liquidez ao mercado, seja ele qual for, (agro, metais, moedas, ações, papeis)  a pergunta é pertinente. 

Por quê em meio ao inicio de colheita nos Estados Unidos e do plantio brasileiro eles, os fundos, resolveram zerar posições, inclusive alguns no prejuízo e na sequencia do movimento, encheram suas carteiras com posições comparadas?

Por quê simplesmente eles não apenas saíram das posições vendidas e ficaram “observando” o mercado para então se posicionarem como comprados na tendência?

Por que são os fundos que geram cenários e promovem tendências. 

E nem sempre uma tendência correta, que seja confirmada, mas uma tendência oportunista. Afinal é assim que eles ganham dinheiro: identificando oportunidades, construindo cenários e às vezes antecipando efeitos de possíveis tendências.

Certamente os fundos saíram das posições vendidas e compraram, identificando oportunidades de ganhar dinheiro, seja por preocupações sobre geadas precoces e neve nos EUA ou condições climáticas secas no Brasil e na Argentina, atraso no plantio, casos de replantio ou quem sabe resolveram apostar mesmo no fim da guerra comercial. 

E nessa janela atual a pergunta que vale milhões de dólares é: no que os fundos apostaram quando “viraram a mão” ? Que apostas fizeram?

É, esse é o mercado financeiro e se quiser estar aqui, deve estar ciente que os agrícolas (soja, milho, trigo, entre outros) compõem o mercado financeiro e que serão em alguns momentos direcionados de acordo com feeling do gestor dos fundos em identificar e até mesmo construir  oportunidades de fazer dinheiro.

Segundo acompanhamento de casas de consultoria de mercado que se baseiam no levantamento do CFTC, os fundos de investimento hoje detém em carteira cerca de 70 mil contratos comprados de soja. 

Detalhe adicional sobre a virada de mãos de posições: do momento de posição zerada à comprada em 70 mil contratos futuros, fora opções,  bastaram apenas 14 pregões. Cada contrato futuro equivale a 5 mil bushels ou 136 toneladas.  

Se os fundos esperavam problemas de colheita nos Estados Unidos e atrasos significativos e perda de área no Brasil e Argentina, terão que rever suas estratégias. Se foi na guerra comercial há mais espaço até para os fundos aumentarem suas posições.  

A semana nos reserva uma agenda técnica interessante. Além de dados rotineiros de inspeção e vendas semanais, hoje e quinta feira, respectivamente, o USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgará o acompanhamento de colheita nos Estados Unidos (hoje) e o relatório mensal de oferta e demanda dos EUA e mundial.

Em paralelo, o mercado aguarda quando será a reunião de Trump e Xi Jinping uma vez que o encontro no Chile durante a APEC não acontecerá mais. Na pauta do acompanhamento não poderíamos deixar de fora as declarações de Trump via twitter.

Uma ótima semana a todos nós e bons negócios.

 

 

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