9 de agosto de 2020

Guerra Comercial e os Conflitos Irã EUA

Fechou ano, entrou ano, a Guerra Comercial continua no radar dos fundos de investimento e segue como pauta da mídia internacional.

Em paralelo aos preocupantes conflitos Irã/Estados Unidos, um dos fatores que será monitorado atentamente não apenas no meio agrícola, mas em todo o mercado financeiro mundial, ainda será a ida da comitiva chinesa para Washington para a assinatura do acordo fase 1.

Até agora a viagem pra assinatura do acordo prevista para janeiro, (será??)  não tem data agendada.

Após o pico de estresse do final de semana e os reflexos imediatos observados no pregão de segunda, os mercados agrícolas, se é que é possível afirmar, congelaram oportunamente a preocupação crescente da provável retaliação por parte do Irã e preferiram tal como Poliana processar que a China mesmo não concordando com o ataque norte americano, segue nas tratativas ao oficialmente não voltar atrás no acordo da fase 1.

Mas é claro que isso foi uma estrategia oportuna dos fundos e a escalada da tensão é visível e a deterioração dos mercados amplia.

e para piorar basta que Irã decida pela linha ofensiva que prometeu e provoque ou ataque Estados Unidos ou países aliados.

Agora assumindo a linha que China e Estados Unidos seguirão as negociações da Guerra Comercial, (((O QUE EU NÃO ACREDITO))), e o acordo da fase 1 seja oficializado, o mercado vai querer antecipar o momento daquela grande compra chinesa de commodities agrícolas.

Desde maio o mercado, estimulado pelas declarações de Trump vem especulando sobre o volume do anuncio da compra. Aparentemente o mercado continua especulando, mas em vão, uma vez que é fácil perceber a presença dos chineses monitorando ofertas e comprando o grão de origem sul-americana.

Sobre essas compras eu venho defendendo uma linha diferente de alguns. Primeiramente não acredito que o acordo seja oficializado e se for, não acredito que o país anunciara compras volumosas de soja. A justificativa seria o fato da China estar bem comprada de soja do Brasil e da Argentina, e por atravessar uma fase crítica no controle da peste suína africana, que reduziu acentuadamente seu rebanho, reduzindo o potencial de compras de grão. Assim se vier uma grande compra ela poderia vir em forma de carne, milho e trigo.

Mas mesmo pensando nessa linha, uma decisão chinesa anunciada hoje me fez questionar a estratégia que a China está adotando com os norte-americanos!!!!

Praticamente às vésperas de um tradicional feriado na China – o Ano Novo Chinês, o país liberou 20 mil toneladas de carne suína de seus estoques estratégicos para abastecer o mercado doméstico durante as festividades. Tendo em vista que os chineses festejam o ano novo com pratos regados a proteína suína, a medida visa controlar a inflação.

E tal decisão pode também retardar qualquer compra de carnes de origem dos Estados Unidos e isso poderia quem sabe até irritar o presidente Trump. Vale destacar que o presidente já em campanha para se reeleger precisa contentar sua base eleitoral, leia-se bancada agro e até agora a China não vem correspondendo às expectativas que Trump divulga em sua rede social.

E aqui deixo a pergunta que vale milhões e milhões de dólares: Será que China que parece estar empurrando com a barriga as famosas compras, vai se aproveitar da escalada de tensão pós ataques para se reposicionar nas negociações?

Como complemento, o ferido chinês dura 7 dias e iniciará dia 04 de fevereiro. Tradicionalmente durante esse feriado os chineses “respeitam” a tradição se abstém de compras. Isso não é uma regra oficial, mas costuma ser uma característica sazonal das empresas importadoras daquele país.

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