23 de setembro de 2020

#MaioLaranja – Violência Sexual Infantil

O ano está voando. Hoje me flagrei que já estamos em maio, um mês que me traz alguns anseios e questionamentos.

Embora seja uma palavra masculina, maio me remete a feminilidade.

Para esse mês tenho muito forte comigo a personificação da mulher, começando pela origem inclusive do próprio nome. Curiosamente estudiosos atribuem 2 origens para o nome do quinto mês do ano.  A deusa romana da fertilidade Bona Dea e a deusa grega Maya.

O mês inteiro serve de palco para noivas do mundo todo que disputam entre si, datas para a celebração do casamento. A tradição de ser um mês dedicado às noivas se perpetua mesmo em tempos modernos.

Símbolos máximos de feminilidade, as mulheres mães têm para si um dia inteirinho para sentirem valorizadas. Já para religiosos, é no dia 14 que a figura da mãe maior, merece destaque. Nesse dia Nossa Senhora aparecia a pequenos camponeses em Fátima, Portugal.

Referâncias clássicas também dão espaço a novas tradições. Em uma cultura mais recente, o mês também passou a ser conhecido por Maio Laranja, referenciando uma campanha encabeçada pela ONU que combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. Embora não restrita ao gênero e alcançando meninos, percebe-se de forma mais geral que o alcance contra meninas e jovens mulheres é mais amplo.

A campanha tem como data oficial dia 18 de maio e foi inspirada na cor laranja da gérbera, uma flor muito conhecida no Brasil e que simboliza a fragilidade e vulnerabilidade da criança.

Talvez o apelo ou o viés feminino da campanha seja pela adoção da cor laranja que também está associada a uma outra campanha apoiada pela ONU contra a violência às mulheres.

Intitulada de Dia Laranja, a campanha tem como objetivo o fim da violência à mulher. Todo dia 25 de cada mês, pessoas solidárias a causa se vestem com uma peça na cor laranja como forma de chamar a atenção da sociedade para o sofrimento de mulheres que na maioria das vezes sofrem caladas e acuadas.  A cor laranja representa a positividades e energia representando um futuro sem violência contra meninas e mulheres.

Voltando ao mês de maio, quero te convidar para se abrir ao tema proposto: a campanha Maio Laranja. É duro, difícil de processar, eu sei. Dá raiva, dá nojo, mas é necessário acabar com essa realidade.

No Brasil esse é o quarto crime mais cometido contra crianças e jovens e como citei anteriormente, a maioria dos casos é praticado contra o público feminino. Geralmente a vítima sofre calada, quieta, envergonhada. Muitas vezes as vítimas são ameaçadas por seus agressores que na maioria dos casos convive com elas de forma muito próxima no ambiente familiar. As vítimas mudam radicalmente de comportamento. Tornam-se caladas, distantes, é como se perdessem o brilho. Perdem rendimento escolar, se afastam dos colegas e professores e vivem amedrontadas. Tais abusos e violências são relevantes quando se analisam dados sobre depressão e suicídios entre crianças e adolescentes.

Portanto se você desconfiar de algum caso, não silencie. Converse com a criança, interaja, não julgue. E se você tiver certeza, não se cale, denuncie. Disque 100.

Junte-se a nós nesse movimento. Precisamos cada vez mais nos unir! As crianças e adolescentes de hoje serão o nosso futuro.

 

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