3 de julho de 2022

Mercado da Soja versus Fundos de Investimentos

Mercadinho da Soja segue com fundos bem vendidos, carregando hoje uma posição líquida de pelo menos 100 mil contratos  e isso é o que vem limitando os movimentos de alta de preço mais consistentes.

Sabe aquela expressão que os antigos usavam “Fulaninho só dá valor ao que lhe interessa: ou Fulaninho só olha pro próprio umbigo”?

Então, nesse caso o “fulaninho” pode ser substituído pelos fundos de investimentos.

Claro que a gente sabe que eles não são nem um pouco burros, pelo contrário, trabalham com equipes de inteligência, informantes confiáveis, tecnologia de ponta com os melhores programas disponíveis, afinal movimentam isoladamente milhões de dólares num mero disparo de ordem de robô e não se prendem a pequenos prejuízos: têm sangue frio e realizam posição negativa facilmente quando redefinem suas estratégias, mas quando os fundos estão bem posicionados, eles geralmente atuam coletivamente e “defendem” suas posições.

Nem sempre o retrato dos preços da Soja ou de qualquer outro produto em Bolsa, sejam commodities, ações, refletem a realidade nua e crua. Algumas vezes  essa realidade pode estar numa versão mais mascarada ou romantizada.

Tenho escutado de alguns que se os fundos estivessem comprados essa semana teria permitido um movimento bem maior de alta e não apenas os meros 9 centavinhos.

Nem o frio descomunal nos Estados Unidos e Canadá incentivaram compras extras de farelo de soja;

Nem um plantio de soja na Argentina em 87% e com avanço semanal de apenas 9 p.p. e com performance inferior a de 2017;

Nem as altas temperaturas na Argentina combinadas com chuvas fracas para Santa Fé e Córdoba e praticamente ausentes em Buenos Aires;

Nem mapas climáticos divergentes de informações para o período curto e estendido motivaram compras bombásticas.

Nem parece que estamos no famoso Mercado Climático.

Especulações sobre a Intensidade do fenômeno La Niña…

Pois é, e o mercado preferiu processar os seguintes pontos:

Fraca Demanda mundial pelo grão nos EUA com vendas semanais abaixo das expectativas dos analistas;

Melhora da Competitividade do vendedor brasileiro no mercado internacional;

Chuvas em Buenos Aires na última quinta-feira, dia 04;

E Previsões da Sexta que a Argentina receberia chuvas de até 45 mm de acordo com um dos modelos climáticos e hoje, segundo os modelos climáticos mais em linha com previsões de chuvas para os próximos dias na Argentina.

Não dá certo medinho ou agonia, perceber que na primeira quinzena de Janeiro com o calor que está fazendo lá, área ainda a ser semeada e chuvas escassas que os fundos sejam tão arrojados e  mantenham o viés de venda ?

Essa semana CONAB atualizará o levantamento mensal e o USDA divulgará o Supply Demand norte americano e mundial. Não que os números da CONAB não sejam importantes, pelo contrário, mas o reporte do órgão americano poderá ser direcionador de tendência no caso da uma revisão da safra de Soja e Milho da Argentina.

Seria isso que faria os fundos de Investimentos  mudarem de estratégia ou então reduzir o grau de exposição na Bolsa?

A todos nós uma excelente semana e com ótimas oportunidades de Negócios!

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