25 de fevereiro de 2020

Moratória da Argentina e efeitos ao Brasil

Na última quarta-feira (28) o ministro da Fazenda da Argentina, Hernan Lacuza, anunciou que o país renegociará o vencimento de seus empréstimos com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e estenderá prazos de vencimento de sua dívida com credores privados.
Ou seja, na linguagem de mercado, declarou moratória.

As consequências dessa moratória pra o Brasil, impactam diretamente no setor da indústria. A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e um grande comprador de produtos manufaturados.

Dito isso, pode-se concluir que a recessão da Argentina deve respingar direta e indiretamente  na economia brasileira.

Em levantamento apurado entre janeiro a julho, o resultado financeiro das exportações brasileiras à Argentina cederam 40% frente a igual período de 2018, para US$ 5,9 bilhões. Nos primeiros sete meses deste ano, os principais produtos exportados ao país vizinho foram automóveis, cujas vendas despencaram 50%, para US$ 1,3 bilhão. Depois, peças para veículos, com redução de 28,6%, para US$ 469,3 milhões. O setor industrial da serra gaúcha, considerado polo metalmecânico, sentiu o impacto no encolhimento das vendas.

Ao contrário do Brasil, que atualmente conta com quase US$ 400 bilhões em reservas cambiais, a Argentina não dispõe de recursos para saldar compromissos internacionais e tampouco atuar no controle cambial. O peso argentino segue desvalorizando e cotou hoje $ 59,51 pesos por dólar.

Texto elaborado por Andrea Cordeiro com a participação da Equipe de Inteligência do Grupo Labhoro

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