3 de julho de 2022

Segunda-feira em Ritmo de Carnaval em Chicago

E quem aqui poderia afirmar que o USDA em seu relatório mensal de Oferta e Demanda dos EUA e Mundial reportaria números pessimistas e que mesmo assim o mercado naquele dia encerraria com 12 centavos de alta?

Imediatamente após a divulgação dos números, os preços registraram volatilidade. Na análise dos números, ficou claro o viés negativo: Estoques nos EUA mais baixos, perda de competitividade dos norte americanos nas exportações mundiais, compensação da perda de produção da Argentina com aumento de produção no Brasil.

Só que em meio a todo aquele mar de números, os fundos de investimentos ignoraram o viés baixista e passaram a aproveitar as baixas para comprar.

Em entrevista a Agência Estado no dia 8, destaquei à jornalista Letícia Pakulski que o mercado se aproxima de um divisor de fundamentos. Por agora os radares seguem monitorando as condições climáticas na Argentina e os trabalhos de colheita no Brasil, mas o mais novo queridinho dos fundos logo chegará: Temporada de plantio dos EUA.

E já nos próximos dias 22 e 23 o mercado inteirinho acompanhará as primeiras projeções de área e produtividade das culturas que serão anunciadas no Agricultural Outlook Forum.

Pensando nessa linha, destaquei na entrevista que a gasolina na fogueira na quinta feira foi a expansão de áreas secas no Drought Monitor, levantamento atualizado toda quinta-feira. Adivinha aí o que mostrou o tal Mapa?

Pois é, mostrou que áreas com seca ampliaram nos EUA.

Eu sei, Eu sei! Ainda é cedo para especulações sobre a nova safra dos EUA e que tem muita neve acumulada nos campos, mas que tal pensarmos sem emoção, igualzinho os fundos?

Solo seco nos EUA há 3 semanas antes do início de plantio de milho nas área ao Sul do cinturão e Delta do Golfo + mapas secos para o período estendido na Argentina + novo corte de produção da  Bolsa de Cereales, o segundo em 8 dias. Resultado: Fundos atuando numa mistura de tomada de lucro generalizada com Desmonte de carteira comprada.

Sim, os fundos mesmo com a percepção que Brasil terá uma safra maior que a estimada e que compensará as perdas da vizinha Argentina, desmontam posições. E isso os deixa menos expostos e vulneráveis caso sejam pegos com notícias potencialmente altistas.

Ainda na sexta pós relatório de USDA e CONAB, os fundos preferiram processar chuvas para os próximos 10 dias em Buenos Aires e voltaram a vender e os preços cederam 8 centavos.

Mas adivinha o que aconteceu hoje ? Aproveitando que os brasileiros estão focados em atividades em campo e recebendo visita do Rei Momo, os fundos aproveitaram oportunidades. ((((Tenha sempre em mente que todos os dias os mercados oferecem oportunidades!))))

E hoje na soja foram pelo menos 2: Novo movimento de queda no dólar índex (dólar  frente a uma cesta de moedas)  + mapas mais secos para a Argentina. O dia foi bem ao Estilo Ritmo de Compras e o contrato de soja março fechou cotado a US$ 10,0125 com 18,25 centavos de alta e maio com 18,50 centavos de alta a US$ 10,12.

Eu já falei aqui que dólar index em baixa favorece demanda de países importadores o que é positivo para preços de commodities em geral, né?

Abaixo um resumo dos principais números CONAB e USDA

CONAB

Em seu 5º levantamento das safras a CONAB elevou a produção de soja para 111.56 mi tons, contra 110.44 mi tons em janeiro. No milho, a produção total foi revisada para baixo – 88 milhões de tons contra 92.35 milhões. 1ª Safra projetada em 24.74 mi tons e 63.26 na safrinha. Em janeiro, a 1ª safra era  projetada em 25.18 e a 2ª safra em 67.17.

USDA Supply Demand

EUA Estoques finais subiram de 470 para 530 milhões de bushels decorrente corte projeção de exportação.

Soja BR 112 milhões de toneladas. Milho BR produção mantida em 95 milhões de toneladas.

Soja Argentina 54 milhões de toneladas. Milho 39 milhões de toneladas.

Soja Importação da china mantida em 97 milhões de toneladas.

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