25 de agosto de 2019

SUÍNOS / CEPEA

VOLUME DE CARNE IN NATURA EXPORTADO É RECORDE PARA UM MÊS DE JULHO

Cepea, 7 – As exportações brasileiras de carne suína in natura registraram, em julho, o melhor resultado para o mês, considerando-se toda a série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), iniciada em janeiro de 1997. Em julho, foram embarcadas 59,8 mil toneladas da proteína, aumento de 7% em relação ao mês anterior e 5% acima do volume exportado no mesmo período do ano passado.

Colaboradores do Cepea têm expectativa de que as exportações brasileiras de carne suína continuem aquecidas nos próximos meses, fundamentados nos casos de Peste Suína Africana (PSA), doença viral que afeta suínos domésticos e selvagens, que continuam sendo notificados em diversas regiões do mundo – em julho, a Organização Mundial de Saúde relatou um foco da doença na Eslováquia, identificados em porcos de quintal. Apesar da redução de 12% na média diária de embarques de junho para julho e da leve queda de 0,4% no preço pago pela carne suína in natura brasileira no mercado externo, o bom desempenho no último mês foi favorecido pelo maior número de dias úteis, de 23, contra 19 em junho.

A China segue na liderança como principal destino da carne brasileira, tendo recebido 23,5 mil toneladas da proteína suína em julho. De junho para julho, os envios ao país asiático cresceram 15%, ainda segundo dados da Secex. Já o volume exportado para Hong Kong, por sua vez, caiu 6% no mesmo período. Considerando-se as exportações totais de produtos suinícolas, o volume embarcado em julho foi de 66,91 mil toneladas. A receita em dólar, por sua vez, foi de US$ 147 milhões e em Reais, de R$ 555,5 milhões. No comparativo mensal, os aumentos no volume e na receita foram de respectivos 7%, 8% (em dólar) e 5% (em Reais).

MERCADO DA SEMANA

Na última semana, os preços do suíno vivo e das carcaças comum e especial estiveram em queda no mercado brasileiro, contrariando as expectativas de agentes, que esperavam aquecimento das vendas por conta do Dia dos Pais. Entre 30 de julho e 6 de agosto, o preço do suíno vivo caiu 6,5%, passando para R$ 4,47/kg na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) nessa terça-feira, 6.

No Oeste Catarinense, na mesma comparação, o recuo foi ainda maior, de 8,7% no período, com o animal negociado, em média, a R$ 4,21/kg na terça-feira. No mercado de carnes, a carcaça especial suína, comercializada no atacado da Grande São Paulo, se desvalorizou 2,9% entre 30 de julho e 6 de agosto, indo para R$ 6,82/kg. Quanto à carcaça comum, as quedas nos preços foram de 3%, com o produto negociado, em média, a R$ 6,53/kg na terça.

Análise sobre o setor suinícola elaborada pelo Cepea.

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