6 de julho de 2020

Por dentro da SELIC

Você deve ter escutado recentemente comentários sobre as consecutivas quedas na taxa básica de juros nos jornais, tv, roda de amigos ou em algum portal econômico.

Para quem nunca ouviu falar ou não está 100% familiarizado com o termo, fica difícil entender o que de fato significa.

Sem qualquer pretensão de trazer definições complexas e completas, pois não sou economista, vou compartilhar um conceito mais simples.

No Brasil chamamos a taxa básica de juros no Brasil de SELIC que é uma abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia que nada mais é que um sistema eletrônico que faz o registro das transações dos títulos públicos. A taxa SELIC Meta, com é denominada pelo governo, é uma taxa definida pelo COPOM – Comitê de Política Monetária – baseada no cenário da economia brasileira que tem como peso central na análise a inflação.

Esse comitê se reúne a cada 45 dias e  é composto por integrantes do Banco Central define uma meta para essa taxa, a SELIC.

E essa meta servirá de base para que as instituições financeiras fixem o custo diário das operações interbancárias – dinheiro que são lastreadas em títulos públicos. É baseada nela que as instituições (bancos) definem o custo de empréstimos e financiamentos e o retorno de investimentos.

Nesses encontros que duram dois dias, o comitê avalia alguns fundamentos para definir a meta da SELIC e sua tendência de viés como inflação, atividade econômica, balanço de risco, contas públicas e cenário internacional.

Após o anúncio do percentual da SELIC que no Brasil acontece sempre em uma quarta feira e após o fechamento dos mercados, o órgão divulga uma ata. A leitura da ata é feira na terça-feira subsequente a divulgação e nela o comitê sinaliza ao mercado a tendência de viés para a próxima reunião. Em termos práticos, a ata do COPOM talvez seja mais importante que propriamente a reunião para definição da taxa.

Viés neutro = taxa inalterada,

Viés Altista = taxa em ascensão,

Viés Baixista = taxa em queda.

Essa tendência de viés pode ou não ser confirmada no próximo encontro do comitê, mas tanto a meta da SELIC quanto o viés certamente influenciarão o mercado financeiro.

Em sintonia com um cenário econômico mundial, atualmente a taxa SELIC praticada no Brasil é de 4,5% ao ano, o que corresponde a taxa histórica mais baixa.

  • O último encontro de 2019 aconteceu nos dias 10 e 11 de dezembro e os oito encontros anuais de 2020 estão programados para 4 e 5 de fevereiro, 17 e 18 de março, 5 e 6 de maio, 16 e 17 de junho, 4 e 5 de agosto,15 e 16 de setembro, 27 e 28 de outubro, 8 e 9 de dezembro.

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